Quando as pessoas não têm nada que fazer, e nada fazem, estão praticando o ócio. Isso não é problema. O sociólogo italiano Domenico de Masi, autor do livro, “O ócio criativo”, diz que o ser humano deveria valorizar o ócio, porque ele é uma fonte de criação.
Ocorre que o homem teme o tempo vazio. As pessoas trabalham a semana inteira, quando chega o final de semana, ao invés de mergulhar no nada-fazer, buscam fórmulas para passar o tempo, isto é, em como “aniquilar” um tempo que ele tem para criar.
O ócio não pode ser confundido com o lazer. Lazer é brincar, ócio é nada fazer. Ocorre que, como percebeu De Masi, quando nada faz o ser humano está criando. As melhores criações surgem deste nada-fazer, quando a mente relaxada sai voando em busca de coisas novas, imaginárias, reais ou irreais. Muitas pessoas fazem isso sem perceber. O homem tem um problema mas não consegue resolver. Então larga tudo e vai passear na praça, ou ver o rio passar. Então, como um raio, a solução aparece “do nada”. Não é “do nada”, mas do processo criativo que surge na prática do ócio. É algo parecido que acontece durante o sono – quando o dia amanhece vem junto a solução para determinado problema. Enfim, a sugestão é: sejamos ociosos quando o ócio aparecer. Ao invés de tentar matar o tempo livre, aproveitamo-lo.


































